Em 02/02/2018

Edital Boca do Céu 2018 – Resultado

Olá a todas e todos que se inscreveram no Edital Boca do Céu 2018!

Foi muito bom escutar e ver vocês!

Tivemos inscrições de muitos estados brasileiros, o que nos alegrou e honrou com vozes e histórias bastante diferentes, numa variedade calorosa e vibrante, que nos fez aprender demais sobre o momento atual da Arte de contar histórias em nosso país.

Pena que alguns (poucos) vídeos não abriram, inviabilizando a participação de algumas pessoas.

Antes de apresentar a lista dos selecionados e a lista de espera, queremos:

– Em primeiro lugar mostrar a vocês os critérios empregados para observarmos e selecionarmos – ai, que difícil!- os vídeos enviados por vocês.

– Em segundo lugar, informar que as pessoas que não estão nas duas listas receberão uma mensagem DA EQUIPE DE SELEÇÃO.

– Em terceiro lugar, para os que ainda não sabem, essa é a segunda edição do Boca do Céu em que abrimos o Edital. Desde o início de nossa história tínhamos uma certa frustração pelo fato de o desenho do Encontro e os recursos financeiros disponíveis terem sempre limitado o número de contadores convidados. Veio daí a ideia do Edital em 2016: conseguimos receber, então, contadores em novos espaços e horários, que surgiram da necessidade que tivemos de encontrar lugares para suas apresentações. Assim, expandimos e abrilhantamos a programação com a presença generosa desses contadores e contadoras, a quem agradecemos eternamente.

E finalmente, mas não por último, queremos agradecer a participação de vocês, desejando fortemente que as pessoas ausentes das duas listas não desanimem! Saibam que serão sempre bem-vindas nas atividades dos próximos Encontros Boca do Céu.

Um abraço de até breve!

Equipe Edital Boca do Céu 2018

PS – Qualquer dúvida, pergunta, questão, crítica, incentivo ou chamego não hesitem em nos contatar no e-mail edital@bocadoceu.com.br

 

Os critérios de seleção basearam-se no seguinte roteiro:

Primeira escuta – Disponibilidade

Preparar-se para escutar.

Abrir os ouvidos e os olhos para receber todas as impressões que vierem em primeiro lugar de tudo o que você está vendo e ouvindo.  Procurar, nesta primeira escuta, não se deixar levar por aquilo que você já sabe. Apenas registrar as percepções.

Segunda escuta – O que você vai observar

1. A história
Qual o tipo do conto: tradição oral (conto popular, maravilhoso, cordel, causo) ou conto de autor. A pessoa diz de onde tirou esse conto?

2. Os recursos internos 

Para onde o contador está olhando enquanto narra?

É visível o seu contato com o público (real ou virtual)?

A intenção aparece no modo de contar?

Com seu modo de narrar a pessoa nos convida a escutar?

A pessoa está dentro da história?

Parece que ela quer mostrar o que sabe em vez de passear dentro da história?

Quem aparece em primeiro plano: a performance da pessoa que narra ou a história?

É possível perceber a marca pessoal da pessoa que narra ou tem- se a impressão de que já escutamos muitas narrações “iguais” a essa?

É possível observar um uso acentuado de clichês na forma de narrar dessa pessoa?

Modo de dizer – A voz é melodiosa ou monocórdica? Há vivacidade na voz? Há clareza no modo de pronunciar as palavras?

Ritmo da narração – Observe a respiração, as pausas e se a pessoa tem a história na mão do começo ao fim, se ela nos leva com ela para dentro desse ritmo, dessa respiração.

O corpo no espaço – Presença da pessoa no seu corpo, qualidades gestuais, vivacidade, desenhos dos gestos no espaço, naturalidade dos gestos, precisão, a fluência do movimento em harmonia com a voz, economia ou exagero.

Construção da forma narrativa – Pesquisa de começos, finais, encadeamento e clareza da forma. 

3. Os recursos externos

Elementos cênicos, objetos, instrumentos musicais, cantigas, bonecas, acompanhamento musical etc. Esses recursos parecem úteis para a narração, estão em harmonia com a narração, ou soam falsos ou inúteis?

LEMBRETE
Exercite sua capacidade de síntese e a sua intuição. Pergunte-se e responda sem pensar:
– Este contador me convenceu.
– Este contador não me convenceu.

O roteiro acima tem como finalidade oferecer algumas pistas para você aprender a refinar sua percepção .

 

Confira aqui a lista de selecionados para o Edital Boca do Céu 2018.

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Em 16/10/2017

Boca do Céu 2018 – Edital

 

O Boca do Céu 2018 já tem data para acontecer!

A oitava edição internacional do Encontro será de 19 a 26 de maio do ano que vem, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Bom Retiro, em São Paulo – espaço maravilhoso que já foi a casa do Boca em outros anos.

Na última edição, em 2016, nós realizamos pela primeira vez um edital, o que nos permitiu conhecer diversas contadoras e contadores de histórias de todo o Brasil e de fora daqui. Foram quase 70 inscrições, das quais uma parte foi convidada a compor a programação do Boca do Céu nos espaços por onde as histórias passaram no ano passado.

O resultado foi muito legal, acreditamos que para todas e todos, então resolvemos repetir a dose. Anunciamos com muita alegria, portanto, que estão abertas as inscrições para o Edital 2018 do Boca do Céu! Sejam muito bem vindas e bem vindos e boa sorte para nós!

Inscrições: 16 de outubro a 17 de novembro de 2017

Resultado: 02 de fevereiro de 2018

Arquivos:

Boca do Céu 2018 – Edital – Manual de Inscrição

ANEXO I – Boca do Céu 2018 – EDITAL

 

Foto: Pedro Napolitano Prata – Boca do Céu 2016

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Em 12/05/2016

Josiane Geroldi – “Histórias para Crianças e Famílias” e “Palavra de Contador”

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Ta chegando! Neste sábado começa o Sétimo Encontro Internacional de Contadores de Histórias – Boca do Céu.

Confira o texto que a Sandra Carezzata, da equipe do Boca do Céu, elaborou sobre a contadora de histórias, atriz e educadora Josiane Geroldi.

A partir das 15h00 deste domingo a chapecoense conta histórias para criança e famílias e faz uma conversa com o público na atividade “Palavra de Contador”.

“O teatro foi a primeira porta aberta por ela. Foi lá que ela conheceu uma professora de teatro que contava histórias e lhe apresentou a arte narrativa quando ela ainda era uma adolescente. Foi essa professora que a incentivou a contar a primeira história: As aventuras do João Grilo numa versão do Ricardo Azevedo. Depois vieram as oficinas de formação de contadores oferecidas pelo Sesc Santa Catarina, depois a formação em Letras – Português, o estágio contando histórias na universidade. Depois outras portas foram se abrindo, mas essa professora de teatro deixou marcas profundas no seu jeito de contar.

Olhando hoje para o seu trabalho como narradora de histórias Josiane diz ver um direcionamento claro para os contos populares brasileiros, os nossos causos, as oralidades do nosso povo, dialetos, ditados, expressões populares. Já no que diz respeito à “performance” narrativa, ela diz ter um interesse especial pela utilização de objetos, adereços, ambientações de espaços que ajudem a contar as nossas histórias artisticamente. A contadora gosta de pensar no objeto no momento da narrativa como uma ponte entre o que se diz, o que se ouve e o que se imagina. Por isso, quase todas as histórias que ela conta trazem algum elemento visual. E nesse caminho, o maior desafio é sempre tentar fugir do óbvio, da redundância no uso do objeto, pensando sempre em proporcionar experiências significativas estéticas e poéticas para quem ouve e ao mesmo tempo assiste o narrador.

Segundo Josiane, a leitura de experiências e reflexões de outros narradores foi e é fundamental para o seu trabalho. Algumas obras se fazem particularmente presentes em sua trajetória como o ACORDAIS de Regina Machado, que já está gasto de tanto manuseio e anotações. Já aconteceram muitas vezes em que ao retomar a leitura desse e de outros autores de referência, como Gislayne Matos, Celso Sisto, Gilka Girardello, Clarice Pinkola Estés, encontrou perguntas anotadas nas páginas que só depois de muito tempo de prática tiveram suas respostas. Algumas ainda não foram respondidas. A leitura de tanta gente boa, com tanta estrada, proporciona segurança, reflexão sobre a prática, para que aos poucos a artista vá se encontrando também como narradora.

Quando se pergunta a esta pesquisadora qual aspecto da arte narrativa que mais a encanta ela fala da suspensão do tempo, quando a verdade do narrador vem tão forte que a gente pode se deixar leva, a entrega entre quem conta e quem ouve. Ela cita Leminski para explicar como sente quando o contador “está por dentro ou está por fora” da história. Quando o encontro acontece e a gente se reconhece humano, sensível, bobo, forte, corajoso, apaixonado, bocó, isso nos aproxima de tal maneira que quando encontramos de novo aquela voz narradora já somos velhos amigos.

Ela tem uma predileção pelas histórias de medo. Gosta de ouvi-las e contá-las. Essas narrativas que trazem temáticas que a gente conhece, sente, mas fala pouco. Esses conflitos humanos universais, como por exemplo, os contos de ciclos da morte, as narrativas de demônio logrado, os causos de visagem, assombramento os nossos mitos. Ela diz que gosta da maneira como quase todas essas histórias se resolvem, e nos ajudam a superar o medo que há em nós. Uma de suas favoritas é “A quase morte do Zé Malandro” – versão do Ricardo Azevedo entre outras.

Uma das questões que a interessam é identificar quais são os elementos que caracterizam um bom contador de histórias. Chama-lhe a atenção o fato de que o que se vê de genial em um narrador pode não funcionar tão bem em outro e isso leva-a a concluir que cada contador precisa encontrar a sua verdade. Um bom contador de histórias seria alguém que oferece o que tem de maneira inteira e sincera. E a “inteireza” vem com tudo que o contador traz por dentro, a sensibilidade de ver e sentir quem o escuta, mas passa também pelo exercício de preparação do que vai ser narrado, é quando o contador entrega aos ouvintes uma “história inteira” por dentro e por fora. Segundo ela, um bom contador de histórias deve se “pré-ocupar” com a história que vai contar, lapida-la, torna-la tão sua, que no momento da apresentação o narrador possa entregá-la inteira para ouvintes, como se dissesse: “- venham, ela agora é nossa!”.

No seu aprendizado Josiane destaca a trajetória no teatro, o treinamento físico em oficinas de expressão corporal e vocal. Foram igualmente importantes a formação em Letras/Português e as leituras sobre literatura oral. Na sua história ela também ressalta o aprendizado com a pesquisa científica das narrativa orais na universidade, as leituras sobre imaginário social, identidade e patrimônio imaterial, a orientação da pesquisa pelas professoras da antropologia que a fez ver o nosso imaginário com beleza e respeito. Mas o mais importante mesmo e o maior aprendizado que teve como pessoa e narradora de histórias, foi e sempre será, sentar nas varandas das casas do povo caboclo da nossa terra, com uma cuia de chimarrão na mão, observar os gestos livres, os exageros, a poesia das palavras simples, a naturalidade com que contam suas experiências e os causos do nosso lugar.”

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Em 03/05/2016

Oficinas Boca do Céu 2016 – Lista de 2ª chamada

Olá, pessoal, boa noite!

Saiu do forno. O trabalho foi intenso, mas estamos felizes em divulgar a lista de 2ª chamada para as oficinas do Boca do Céu 2016, assim como a relação de nomes daqueles que estavam na 1ª lista e confirmaram o interesse por e-mail.

Atentem, por favor, a algumas instruções importantíssimas:

  • A todos aqueles cujos nomes constam nessa 2ª lista, solicitamos que confirmem a presença até o próximo sábado (06/05), pelo e-mail: contato@bocadoceu.com.br (pedimos o favor de colocar no título da mensagem: 2ª CHAMADA – nome do oficineiroseu primeiro e último nome);
  •  
    Não haverá 3ª chamada, mas eventualmente há vagas remanescentes por desistências de última hora. Àqueles que se interessarem e se dispuserem a pleitear essas vagas, pedimos que procurem a produção do Boca do Céu com 30 minutos de antecedência (em relação ao horário de início da atividade) no primeiro dia das respectivas oficinas de interesse – na Biblioteca Mário de Andrade ou no Itaú Cultural. Vale lembrar que daremos preferência àqueles cujos nomes já constavam nas listas de espera divulgadas inicialmente mas que não foram chamados na 2ª lista;
     
  • Para os que estão inscritos e confirmados: favor chegar no local de sua oficina com 30 minutos de antecedência no primeiro dia da oficina. Aqueles que não chegarem até 10 minutos antes do início das atividades darão espaço para quem eventualmente estiver na lista de espera e presente no local. As oficinas começarão pontualmente no horário previsto.
  • Enviaremos e-mails com mais instruções específicas para os participantes de cada oficina.

Ufa! Por enquanto é isso, pessoal. Em breve, com muita alegria, nos vemos no Boca do Céu!

Acesse aqui a lista de 2ª chamada para as oficinas

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Em 03/05/2016

Fórum – Questões do Contador de Histórias Contemporâneo

Olá, queridas e queridos,

Destinado a narradores de histórias, educadores, todos que se interessam pelo tema e queiram intercambiar experiências e conhecimentos com os demais participantes, nesta edição o fórum está de volta e acontecerá no dia 15/05, domingo, das 10h às 12h e das 14h às 16h na Biblioteca Mário de Andrade, com encerramento em 21/05, sábado, das 10h às 11h30 no mesmo local.

Foram destacadas quatro questões importantes para o contador de histórias contemporâneo, listadas abaixo, e a dinâmica prevê, inicialmente, a divisão em grupos de acordo com os temas de interesse. Para se inscrever, basta acessar o formulário neste link: http://goo.gl/forms/Pyb820QVpn

Sejam todos muitos bem-vindos!

Tema 1: Narração de Histórias Afro-brasileiras e Indígena: Ancestralidade, Saberes e Práticas  

Ementa: O objetivo do grupo é promover uma reflexão sobre os desafios e responsabilidades de narrar histórias de culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas. Compartilhar saberes e práticas que possibilitem a implementação das leis 10.639 e 11.645, que caracterizam como obrigatório o ensino da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. 

Mediadora: Mafuane Oliveira

Narradora de história, idealizadora da Cia Chaveiroeiro. Arte-educadora do Núcleo de Educação Étnico-racial da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Participou de projetos cooperação internacional na Embaixada Brasileira de São Tomé e Príncipe, na África Ocidental. Desenvolve pesquisas relacionadas a oralituras quilombolas e comunidades tradicionais.

Tema 2: Narrador de Histórias na Escola: Vivências, Descobertas e Desafios

Ementa: O encontro pretende dar voz aos contadores e  suas questões fundamentais, para uma reflexão sobre fazer-contar, ser-ouvir,  em ambiente escolar, suas intenções, possibilidades e outras situações importantes.

Certa vez  me perguntaram como e quando comecei a contar histórias… Pensei no tempo em que ouvia histórias. Dos avós, dos pais, tios. Elas vinham de outros lugares, outros tempos, outras vozes.  

Ouvir… 

Eu me lembro que primeiro contava para as bonecas, as amigas da infância e o cachorro.

Depois para o filho, as crianças da família, na escola.  

Contar…

Foi num tempo tão, tão distante! Distante do meu tempo, mas vivo!
Ouvir, contar, ler, escrever…

Sempre estive com os contos aqui dentro, confiamos um no outro.

Rita Nasser

 

Mediadora: Rita Nasser

Escritora e contadora de histórias. pós-graduada em docência do ensino superior, com extensão em psicanálise infantil. Tem seus estudos direcionados para a Literatura Infantil e Psicologia. Dedica grande parte do seu tempo à criação e pesquisa literária, narração de histórias para crianças e adultos, em escolas, livrarias, bibliotecas e outros espaços, há mais de 20 anos.

Tema 3: As diferentes áreas de atuação do contador de histórias

Ementa: O encontro tem por objetivo propor o pensar sobre a narração de histórias nos mais diferentes campos de atuação, de modo a refletir sobre as especificidades, intenções e desafios enfrentados por contadores de histórias, educadores, voluntários em ações sociais e demais profissionais, possibilitando a troca de experiências e o aprofundamento de questões inerentes a estes processos.

Mediação: Ivani Magalhães

Mestre em Educação (PUC-SP) com formação em Psicologia e Pedagogia. Atua como docente em cursos de Graduação e Pós-Graduação na área de Educação. Idealizadora e coordenadora do curso de Pós-Graduação “Linguagens da Infância” e coordenadora do Projeto “Conta Comigo!” – Núcleo de Estudos sobre a Arte de Contar Histórias. Atua como contadora de histórias com apresentações para crianças e adultos. Desenvolve projetos de formação sobre a Arte de Contar Histórias, Brinquedoteca, entre outros temas vinculados à infância e à ludicidade.

Tema 4: A performance de quem conta histórias: presença e escolhas estéticas do narrador. 

Ementa: Convite à elaboração coletiva e aprofundamento reflexivo de questões relativas às possibilidades (e limites?) de performance na prática narrativa, relacionadas às escolhas estéticas e ao espaço cênico de atuação do narrador de histórias.    

Mediação: Vivian Catenacci

Contadora de histórias, mestre em antropologia, com a dissertação ‘O voo dos pássaros: uma reflexão sobre o lugar do contador de histórias na contemporaneidade’. Desenvolve pesquisas, projetos de formação e vivências de brincadeiras, narração oral e mediação de leitura. Vivendo em Sorocaba, leva seus contos, cantos e brincadeiras a instituições de ensino e cultura, através do trabalho com bebês, crianças, pais e educadores.

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