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Em 16/03/2016

Inscrições para as oficinas – Boca do Céu 2016

Olá, pessoal, Como sempre, as oficinas foram pensadas e preparadas com muito carinho e serão ministradas por convidadas(os) especialíssimas(os)! Para se inscrever, basta acessar a página da(s) oficina(s) de sua preferência na lista abaixo e preencher o formulário que consta logo abaixo da descrição da atividade.
Instruções importantes Cada pessoa poderá ser inscrever em até 04 (quatro) oficinas: 02 (duas) de convidados internacionais e 02 (duas) de brasileiros – o que não garante que sua inscrição será selecionada. As vagas para as oficinas das(os) convidadas(os) brasileiras(os) serão preenchidas por ordem de inscrição, assim como as listas de espera. Por normalmente contarem com maior número de inscritos, as vagas para as oficinas das(os) convidadas(os) internacionais, assim como as listas de espera, serão preenchidas por meio da análise dos formulários de inscrição, processo que será conduzido pela equipe do Boca do Céu.
ATENÇÃO para o cronograma:Período para as inscrições: 16/03/2016 a 02/04/2016 – Listas de selecionadas(os) e de espera: 18/04/2016 – Confirmação da participação: até 30/04/2016, por meio do e-mail: contato@bocadoceu.com.br. *Aqueles que não o fizerem perderão o direito à vaga, que será automaticamente preenchida por alguém da lista de espera. As inscrições serão todas online e a lista dos selecionados será publicada aqui mesmo no nosso site e também na página do Facebook. Qualquer dúvida é só nos enviar uma mensagem pela página ou escrever para nós: contato@bocadoceu.com.br, ok?
Aviso sobre o site: Para que vocês tenham mais tempo para se programar e inscrever nas oficinas e para que nossa equipe também possa ler com calma os formulários de inscrição, optamos por iniciar esse processo antes de termos o site atualizado com a nova – e linda – identidade do Boca do Céu 2016.
Agradecemos a compreensão.
No mais, boa sorte a todos e sejam muito bem-vindos ao Boca do Céu!

Oficinas Boca do Céu 2016:

  1-dominic

A arte de contar histórias entre mundos com Dominic Kelly (Lancaster/Inglaterra)
De 16 a 18 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

 2-geeta

Storyarts, as artes da história com Geeta Ramanujam (Bangalore/Índia)
De 16 a 18 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

3-itah

Envolvimento do Público: Dar vida às histórias, com brincadeira de palmas, ritmo, pergunta e resposta — com Itah Sadu (Toronto/ Canadá)
De 16 a 18 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

  4-julia

Papel dobrado e palavras coloridas com Julia Klein (Bremen/Alemanha)
De 16 a 18 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

5-gregorio

Ler e Contar, Contar e Ler: as práticas leitoras e as narrativas culturais com Franscisco Gregório  (Rio Branco/AC)
De 16 a 18 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

 6-adelsin

A cultura das crianças e a fantasia  com Adelsin (Diamantina/MG)
De 16 a 18 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

 7-marcela

Do tecer ao texto e vice-versa com Marcela Carvalho (Rio de Janeiro/RJ)
De 16 a 18 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

 8-andrea

Que caboclo falador: o conto e o contador na mitopoética amazônica  com Andréa Cozzi (Belém/PA)
17 e 18 de maio, das 9h às 13h, no Itaú Cultural Saiba mais

 9-mada

Tertúlia literária: mil e uma razões para ler a mil e uma noites com jovens e adolescentes  com Madalena Monteiro (Osasco/SP) e Gustavo Costa (Rio de Janeiro/RJ)
19 e 20 de maio, das 9h às 13h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

10-rafael tania

O prazer de contar histórias com Rafael Moraes e Tânia Soares (Salvador/BA)
19 e 20 de maio, das 9h às 13h, no Itaú Cultural Saiba mais 

11-bricout

Espelhos do maravilhoso  com Bernadette Bricout (Paris/França)
19 e 20 de maio, das 14h às 17h, no Itaú Cultural Saiba mais 

12-faubert

Narrativa de vida mágica ou a memória folclórica dos sonhos  com Michel Faubert (Montreal/Quebec)
De 19 a 21 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais 

13-ludo

Ser e nascer um contador de histórias  com Ludovic Souliman (Paris/França)
De 19 a 21 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais 

14-rueda

Laboratório de Texto com Carolina Rueda (Bogotá/Colômbia) De 19 a 21 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

15-mariana

Abre Mundos – Os contos universais a serviço do presente com Mariana Fernandez (Buenos Aires/Argentina)
De 19 a 21 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

  16-alfaia

Gente, peixes, jabotis e onças: possibilidades de trabalho com contos indígenas na sala de aula com Regina Alfaia (São Paulo/SP)
De 19 a 21 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

 17-daniella

E se eu fosse uma nuvem?: Um processo de criação audiovisual com crianças a partir do contar e ouvir históriascom Daniella D’Andrea (Rio de Janeiro/RJ)
De 19 a 21 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais 

18-kelly

Contando Histórias com Objetos com Kelly Orasi (São Paulo/SP)
21 de maio, das 9h às 12h, na Biblioteca Mário de Andrade Saiba mais

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Em 15/03/2016

Convidadas de 2016: Madalena Monteiro (Osasco/SP)

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Foto: Tarsila Danieletto

 

Madalena Monteiro, é cidadã Osasquense, nascida no interior de SP. É Professora e Contadora de Histórias. Atualmente é Formadora do Projeto Comunidade de Aprendizagem do Instituto Natura e supervisiona o Grupo de Voluntárias Contadoras de Histórias de Venda Nova do Imigrante, ES.

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Em 15/03/2016

Convidadas de 2016: Andréa Cozzi (Belém/PA)

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As histórias chegaram até Andrea Cozzi pelos fios matizados entre o encarnado, laranja e o azul cinzento do lusco-fusco da Amazônia, ou crepúsculo, como comumente é conhecido em outras regiões. Desde bem pequenina ela ouvia as histórias contadas por sua avó materna, a vó Mirica. As narrativas chegavam quando a avó estava entre linhas e tecidos, na sua velha Singer, e a menina ficava sentadinha no pé da máquina de costura como se segurasse o fio do encantamento das vidas de ambas que velha senhora tecia. Um segundo momento vinha acompanhado de outros ouvidos generosos: a criançada da rua de areia branquinha que começava a chegar e aninhar-se na escada alta da porta da frente da casa da Mirica, aguardando o final da Ave-Maria. Era preciso reconhecer a chegada do lusco-fusco para ter a permissão das histórias. Vovó Mirica sempre dizia que o crepúsculo era o momento mágico da partida do dia e da chegada da noite. No limiar entre o dia e a noite abre-se um portal e as encantarias transitam entre os mundos. Os que foram ensinados a ver com os olhos do poético conseguem perceber a transição: os passarinhos começam a se recolher com seus últimos gorjeios, as formigas invertem sua marcha preparando-se para descansar, as cigarras cantam alto, o vento e as águas dos rios acalmam seus movimentos. Então o contador de histórias tem a permissão de chamar para suas narrativas os seres encantados. Assim foi seu primeiro enredamento com as narrativas orais.

Andrea tem como campo de interesse os fios da memória presentes na voz do narrador através dos tempos. Ela é nascida e criada num mundo de águas doces e correntes, margeadas por matas, por isso muito lhe interessa ouvir os segredos dos rios, dos ventos, das florestas e de todas as encantarias presentes nestes elementos. Compreender conceitos como: memória, oralidade, performance, repertório, narrativas faz parte das suas intenções de pesquisa no contar histórias.

A influência direta dos contadores tradicionais da Amazônia é o seu fio da meada. Como o pescador tecendo sua rede para então posteriormente jogar no rio em busca do alimento, ela procura ouvir as narrativas e aprender dessa voz ancestral a essência do contar, observando cada ponto dado a fim de formar a rede de saberes em que ela se percebe enredada e nutrida como contadora de histórias.

E quando ela ouve um contador, o que mais a encanta são as imagens criadas através da cadência da voz. Porque a voz é um elemento encantador.

Uma de suas histórias favoritas é Urutá e Urut. Esta história a atravessou e se mantém viva bem dentro do seu imaginário, acordando sempre os seus dias de encantamento. Quem lhe contou? Uma Pajé da Ilha do Marajó chamada Zeneide Lima. É a história de dois jovens índios de tribos rivais que se apaixonaram e desse amor, que tem um fim trágico, surge a explicação da origem do Turu, um molusco que nasce nos troncos podres dos mangues e tem a forma de uma lombriga branca.  Ao mesmo tempo que sua aparência causa repulsa, ela é colocada na mesa do caboclo amazônico por suas propriedades extremamente nutritivas e curativas. Tomar um caldo do Turu significa entre outras coisas, ser restabelecido da fraqueza.

Andrea diz que ouvir histórias, muitas histórias, foi o que de mais importante ela teve em sua formação como contadora de histórias. Ouvir aqueles que se encontram emaranhados por fios de vida tecidos por muitas vozes na teia do tempo, e que compartilham um alinhavo, ponto caseado, ponto haste, e, ponto a ponto, ouvem os fiapos de voz e espalham novos bordados.

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Em 14/03/2016

Programação oficial – Boca do Céu 2016

Boca do Céu

Foto: Pedro Prata

 

Foram meses de ideias, pesquisas, conversas, contatos, trocas, muito trabalho e muito, muito carinho. Entre algumas idas e tantas vindas, temos o imenso prazer de dividir com vocês hoje, a exatos dois meses do início do Encontro, a programação oficial do Boca do Céu 2016. Esperamos que seja tão gostoso para vocês como tem sido para nós!

A outra boa notícia do dia: a abertura das inscrições para as oficinas será na próxima quarta-feira, 16 de março, e vão até o dia 02 de abril. Na própria quarta divulgaremos também as instruções e como se inscrever, ok?

Está chegando, pessoal! Coisa boa.

Uma ótima semana a todos!

Veja aqui a programação completa

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Em 11/03/2016

Convidadas de 2016: Daniella D’Andrea (Friburgo/RJ)

Daniella D'Andrea

 

Daniella D`Andrea é atriz profissional, bailarina contemporânea formada pela Escola de Dança Angel Viana, e professora de teatro formada pela Faculdade de Artes Cênicas da UniRio. Trabalhou profissionalmente com diretores como Gilberto Gawronski, Marcio Vianna e Luis Fernando Lobo e com a coreógrafa Regina Miranda.

Foi dubladora e manipuladora de bonecos da Rede Globo, realizando o personagem “Garrafinha”, do programa “A turma da Garrafinha” (1999/2000). Participou do Projeto Cateretê nas Artes da Secretaria Municipal de Educação de Niterói dirigindo espetáculos inspirados na cultura popular com cerca de 80 jovens e crianças de comunidades carentes (2006/2008). Coordenou o programa de Prevenção do Instituto Girasol do Brasil (2002/2003), realizando oficinas de arte integrada e contadores de histórias com o foco em habilidades para a vida para jovens das escolas públicas de Nova Friburgo em situação de vulnerabilidade social.

É criadora e realizadora da CineZé Arte e Educação em parceria com o projeto CINEAD da Faculdade de Educação da UFRJ. Os filmes aí produzidos já foram exibidos em vários festivais, no programa Pequeno Cineasta do Canal Brasil (2015) e em 2012, Daniella e um grupo de três alunos e mais um professor foram até a Argentina apresentar o seu trabalho e representar o Brasil na Mostra Cinema e Participação do Festival Hacelo Corto, com o apoio da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Atualmente a CineZé se dedica a produzir filmes criados por crianças sobre  atividades e modos de vida de comunidades de agricultura familiar  (Projeto Sensibilização e Promoção de Práticas Sustentáveis com base na Agricultura Familiar na Região Serrana do Rio de Janeiro / Faperj, Casa dos Saberes).

Como contadora de histórias é formada pela Oficina Escola de Arte Granada (1996) sendo da equipe desde então, trabalhando como contadora de histórias e arte educadora nas colônias de férias e oficinas de criação que apoiam à escola municipal local. Foi co-criadora do grupo “Os Trovadores” de Contadores de Histórias (1997) participando de festivais nacionais e internacionais, realizando espetáculos e oficinas e o CD “O Cordeiro da Lã Dourada”. Na Granada produziu e participou do CD “A Montanha de Jade e outros contos do mundo” e foi pesquisadora de manifestações culturais de comunidades tradicionais do projeto “Vidas Paralelas” da UnB (2013/2014), fornecendo material de apoio para as oficinas de audiovisual realizadas em associações de agricultura familiar. No projeto Aprendendo Com Histórias da Escola Granada realiza oficinas de arte integrada no programa Mais Cultura nas Escolas, produzindo filmes feitos pelas crianças do povoado de São Pedro da Serra a partir da arte de contar histórias (2014/2015). Um desses filmes, “A pequena nuvem”, foi selecionado entre mais de 250 filmes para ser exibido no Festival Internacional Pequeno Cineasta (RJ,2015), e também na Mostra Geração do Festival do Rio (RJ,2015), II Mostra de Cineastas do Colégio Pedro II (RJ,2015), Mostra Cineclube é Jóia do Cine Jóia (RJ, 2015). É professora do curso “O processo criativo na arte de contar histórias”, destinado ao estudo da arte da narração de contos filosóficos. Realiza apresentações de histórias representando a Escola Granada em escolas e centros de cultura e lazer da região.

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Em 11/03/2016

Convidados de 2016: Dominic Kelly (Inglaterra)

Dominic Kelly

 

Dominic é um contador de histórias reconhecido internacionalmente por seu trabalho forte, divertido e dinâmico.

Já fez apresentações em teatros como The Barbican, National Theater, Soho Theater, Teater Pero, The Times Cheltenham Literature Festival, The British Museum e em diversos festivais ao redor do mundo, da Índia ao Círculo Polar Ártico.

Foi o diretor de programas com a arte de contar histórias em festivais incluindo Litfest, Larmer Tree Festival e Solfest. É membro do arrojado grupo de contadores de histórias  Pandvani108, do grupo de desenvolvimento Talking Skull Collective e da Fabula Storytelling, em Estocolmo.

Além disso, Dominic ajudou milhares de jovens a encontrar sua voz como contadores de histórias, e treinou centenas de profissionais de educação e patrimônio para usarem a arte de contar histórias em seu trabalho. Atualmente vive em Lancaster, no Reino Unido, e em Estocolmo, na Suécia.

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Em 10/03/2016

Convidadas de 2016: Kelly Orasi (São Paulo/SP)

Kelly Orasi

Kelly Orasi é atriz e contadora de histórias. Com Lilian Guerra fundou o Núcleo Trecos e Cacarecos de teatro (1993), com o qual recebeu excelentes críticas e premiações em festivais, dentre eles, com o espetáculo “Dom Quixote, o cavaleiro sonhador” (Prêmio: Melhores de 2011 pela Revista Crescer).

Iniciou sua pesquisa no teatro de objetos em 2002 com a montagem do espetáculo “Mulheres”, dirigido por Sandra Vargas, do Grupo Sobrevento, com o qual participou do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, realizado pelo SESI em várias capitais do Brasil.

Contadora de histórias desde 1998, uma das fundadoras do Curso Básico de Formação de Contadores de Histórias na Biblioteca Hans Christian Andersen, realizado pela Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas  de São Paulo, no qual atuou como coordenadora e professora.

É docente do curso de Pós-graduação “A Arte de Contar Histórias” na disciplina “O Objeto na Performance Narrativa”.

Saiba mais em www.kellyorasi.com.br

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Em 10/03/2016

Convidadas de 2016: Julia Klein (Alemanha)

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Foto: Menke

 

Julia Klein é contadora de histórias e professora de teatro. Vive em Bremen, na Alemanha, onde é pioneira na arte de contar histórias. Com a sua série “Histórias na Torre”, ela se apresenta desde 2002 uma vez por mês no espaço cultural Schlachthof, retratando a diversidade narrativa da cena europeia. Desde 2007, é também diretora artística do Festival Narrativo Internacional Feuerspuren (www.feuerspuren.de). Além disso é professora no departamento de línguas na Universidade de Bremen, onde explora as diferentes formas de narrativa como um meio para o ensino de línguas.

O que ela chama de “Contemporary Storytelling” é uma corrente do setor das artes do espetáculo em constante evolução. Muito além de contos dos Irmãos Grimm, essa sua forma de contar histórias oferece a oportunidade de criar e desenvolver novas histórias ou então (re)interpretar histórias antigas, com novos elementos surpreendentes. O especial sobre contar histórias, e isso é válido hoje, assim como há milhares de anos atrás, é a proximidade especial com o público, a troca direta. Julia Klein inventa suas próprias histórias para suas apresentações mas também (re)interpreta historias existentes e tradicionais.

Ela também inventa “histórias de rosas” na hora da apresentação, que são produzidas em interação com o público. Ela diz que as rosas são bonitas no jardim, úteis na medicina alternativa caseira, cheirosas e sensíveis em cosméticos, e um ornamento lindo em mesas da sala de jantar. Elas são mensageiras do amor, e podem ser um sinal de simpatia mas também de tristeza e sofrimento. Seu nome “rosa” aparece na política  – como no caso do importante grupo alemão de resistência ao nazismo chamado rosa branca – bem como no hospital. E elas aparecem também em contos de fadas, nos mitos e nos escritos de diferentes religiões do mundo. Essa ampla gama de associações é como uma “mesa posta” para a “comerciante de história” (Geschichtenhändlerin) Julia Klein.

Outro importante papel nas atividades é desempenhado pela música. Dois músicos da Orquestra Imigrante Bremen acompanham os contos de fadas com instrumentos, e tocando músicas tradicionais dos respectivos países. No final, as habilidades linguísticas da plateia são colocadas em questão. Junto com o público, uma determinada história conhecida é contada em cinco línguas diferentes. Mas caso alguém da plateia saiba contar uma parte em outra língua, é convidada para também subir no palco e contar. Já houve um evento em que um história chegou a ser contada em vinte línguas diferentes. Julia espera que esse tipo de atividade tenha continuidade. A experiência tem demonstrado que nesse tipo de evento se estabelece uma relação com pessoas que raramente visitam eventos culturais. Depois de finalizado o ato de contar histórias, o evento segue com rodas de conversa, música e muitas vezes com a continuação e o desenvolvimento de histórias. Pois histórias atraem histórias. Outro aspecto especial desse evento também é permitir que um número de diferentes línguas tenham a sua vez e voz, para que todos compreendam a história, às vezes mais e às vezes menos. Assim, todos os sons se combinam para criar um som global para celebrar o tesouro linguística no coração de Bremen.

Sua personagem, Amalia, é uma vendedora ambulante de histórias, e viaja pelo mundo levando histórias de um lado para outro. Amalia conta histórias valendo-se de objetos do cotidiano, porque em cada um deles, assim como em cada pessoa, vive uma história.

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Em 10/03/2016

Convidados de 2016: Teatro Griô (Salvador/BA)

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Foto: Iris Scuccato

 

O Teatro Griô é um grupo que tem como fonte de inspiração a arte dos contadores de história de matriz africana, artistas populares e brincantes com sua simplicidade, humor e poesia. Criado desde 1998, pelos artistas Rafael Morais e Tânia Soares, realiza diversas apresentações artísticas nos mais variados espaços cênicos, como teatros, centros culturais, escolas, praças e ruas. O grupo desenvolve pesquisas e metodologias próprias, além de espetáculos inspirados em narrativas de tradição oral, oferece cursos e oficinas artísticas para pessoas com ou sem experiência de todas as idades.

Saiba mais em:

www.teatrogrio.com.br
www.fb.me/teatrogrio

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Em 09/03/2016

Convidados de 2016: Ludovic Souliman (França)

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Nascido na região metropolitana de Paris, Ludovic Souliman tem no conto uma paixão que se confunde com a sua vida desde os seus dezoito anos. Há mais de doze anos desenvolve projetos de coleta de narrativas de vida, ideia que nasceu do seu desejo de ir mais longe no encontro com o outro, na escuta da narrativa que carrega e pela qual deixa o rastro único da sua oralidade e memória. Paralelamente aos seus projetos e espetáculos, Ludovic Souliman oferece oficinas de iniciação e aperfeiçoamento da arte de contar, oficinas de “escrita-oral”, assim como, oficinas de Poesia Slam. Com Luc Devèze, criou a Compagnie du Cri de l’Aphone (Companhia do Grito do Afônico) e juntos produziram uma dezena de espetáculos.

Desde 2003 participa como formador no quadro do Festival Yeleen em Burkina Faso ao lado de artistas como Jihad Darwich, Toulmani Kouyaté, Françoise Diep ou Pierre Rosat. Desenvolve junto a Maison de La Parole, com Hassane Kouyaté em Burkina Faso e na França, diferentes projetos culturais e solidários no quadro do projeto Anoumayé, projeto em que foi o mentor. Do encontro com Suzy Platiel, etno-linguista africanista, surgiu o projeto Conte outil d’Humanité (Conto instrumento da Humanidade) e a proposta pedagógica Continente dos imaginários, cujo objetivo é de ajudar e formar pessoas para recriar o espaço do conto na vida moderna. Foi artista residente na cidade de Vitry sur Seine na região do Val de Marne, na França, compondo o quadro do projeto Graines de memoire (Grãos de memória), no qual integra a palavra do conto tradicional às narrativas de vida.

Em outubro de 2011 Ludovic Souliman lançou pela editora Albin Michel o livro Les mille et une vies.

Ludovic Souliman também realiza regularmente encontros com presos no maior presidio da Europa, o Fleury Mérogis. Nesses encontros permeados de contos tradicionais e narrativas de vida que ele leva, também realiza a tarefa de recolher desses presos as suas próprias narrativas de vida.

A partir desse trabalho na prisão, em paralelo, Ludovic realiza o projeto Palavras de Vida. Trata-se de oficinas em escolas do Ensino Fundamental e Médio, assim como em instituições de reabilitação de jovens infratores. Nessas oficinas ele trabalha principalmente com as narrativas de vida colhidas na prisão.

A cada vez, dentre os mais diversos encontros já realizados com esses jovens em torno das Palavras de Vida dos presos, os jovens escolares e os infratores demonstram uma fascinação por esse universo que eles acompanham muito pela TV, cinema ou pelo testemunho de outros jovens do bairro que já passaram pela prisão.

Apesar da mistificação ou mitificação da prisão por muitos jovens, eles conseguem, repentinamente, durante este trabalho, tomar consciência da duração do tempo na prisão, da vida cotidiana, do espaço e das relações entre presos e carcereiros, dos seus estados psicológicos, do sofrimento, da necessidade de esperança e de reconstrução de si no seu retorno à liberdade. Passam a pensar no futuro da vida, na importância do domínio da palavra e na importância das escolhas que fazemos…

Enfim, afirma Ludovic, “trata-se de um trabalho que se revela muito útil e eficaz”.

 

Mais informações: http://www.ludovicsouliman.com/

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Em 09/03/2016

Convidados de 2016: Adelsin (Belo Horizonte/MG)

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Brincante, seguidor de meninos e catador de brinquedos.

Vive pelos quintais do mundo. No momento o seu quintal é em Diamantina, Minas Gerais.

Adelsin é integrante da Casa das 5 Pedrinhas e fazedor de barangandões (Barangandão Natureza e Barangandão Barulhinho pela editora Zerinho ou Um e Barangandão Arco-Íris pela editora Peirópolis).

Adelsin é também parceiro da OCA (Aldeia de Carapicuíba) e da AJENAI (Jenipapo de Minas), instituições que verdadeiramente valorizam a cultura das crianças.

Atualmente está trabalhando em mais um Barangandão e em um projeto de animação para levar a alegria das crianças brincando para as telas, telinhas e telonas.

Na Boca do Céu, Adelsin irá lançar um livro/ CD de histórias da tradição oral que recolheu com sua mãe de oitenta anos – Vó Guigui . O nome do livro é: Histórias da menina da rua da ponte.

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Em 08/03/2016

Convidadas de 2016: Bernadette Bricout (França)

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Antiga aluna da Escola Normal Superior, Bernadette Bricout é Professora Doutora Emérita de Literatura Oral no Departamento de Formação e Pesquisa em Letras, Artes e Cinema da Universidade Paris Diderot, onde leciona desde 1981 e da qual foi vice-reitora de extensão e cultura de maio de 2009 a setembro de 2015.

Também pesquisadora do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica), Bernadette Bricout é uma das mais renomadas pesquisadoras em tradições orais da França, tendo diversos livros publicados nessa área, assim como em teoria literária.

Em 1997, criou o famoso seminário Amphi 21, ciclos de discussões em torno de um tema desenvolvido sob o ângulo duplo da geopolítica e da cultura realizado quatro vezes por ano. Os seminários, que abrem perspectivas sobre as grandes questões do século XXI, continuam a ser realizados, tendo sido acompanhados por mais de 13 mil pessoas no Sciences-Po (Instituto de Estudos Políticos de Paris).

Bernadette Bricout publicou, entre outros, os seguintes livros: Le Savoir et la Saveur. Henri Pourrat et le trésor des contes (Gallimard, coll. « Bibliothèque des Idées »), La clé des contes (Seuil), e La mémoire de la maison (Albin Michel), sendo este último considerado como uma edição crítica da monumental coleta de contos do escritor e etnólogo Henri Pourrat (Récits et contes du Livradois). Também organizou obras coletivas como O olhar de Orfeu: mitos literários do Ocidente (Cia. das Letras) e Mémoires du siècle (Seuil).

Bernadette Bricout participa regularmente de emissões de rádio na France Inter. Antiga bolsista e laureada da Fundação Singer Polignac, foi condecorada com a insígnia de cavaleira da Legião de Honra da França.

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Em 08/03/2016

Convidadas de 2016: Regina Alfaia (São Paulo/SP)

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Foto: Pedro Napolitano Prata

 

Paulistana-amazonense e Pedadoga pela PUC São Paulo, com especialização em “As relações interpessoais e a construção da autonomia moral” pela Universidade de Franca, Regina Alfaia é professora na escola de educação bilíngue  Stance Dual School, em São Paulo. Iniciou, em 2004, o trabalho com narração de histórias da tradição oral, quando residia em Uberlândia, MG. Em São Paulo, desde 2007, empreendeu trabalho com narração de histórias no ensino público e privado com crianças e na formação de professores do Ensino Fundamental. Concebe eventos de narração de histórias na editora e livraria Cia Ilimitada. Em 2012 deu início ao aprofundamento de sua formação no curso Corpo, Respiração, Palavra: em Busca da Presença para Contar Histórias, sob coordenação de Regina Machado. Levou seus alunos da Stance Dual School a contar histórias no  Boca do Céu.  Em setembro de 2013 participou do Boca do Céu nas Fábricas de Cultura, coordenando a oficina de narração de histórias para crianças e, em 2014 realizou uma oficina na semana do Encontro e também na itinerância do projeto no interior do estado, quando também participou da roda de contadores.

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Em 08/03/2016

Convidadas de 2016: Itah Sadu (Canadá)

Itah Sadu

Além de contadora de histórias e autora de livros infantis de destaque, como How the Coconut got its Face, Name Calling, Christopher Please Clean Up Your Room e Christopher Changes his Name, é também uma das donas de uma grande livraria de Toronto, A Different Booklist, e uma das fundadoras do prêmio literário MY People e da Black Book Affair.

Itah utiliza criatividade, liderança e trabalho em equipe para valorizar o legado de diferentes comunidades em organizações envolvidas em programas para a juventude com foco na educação, na abertura de caminhos e no desenvolvimento econômico de comunidades. É fundadora do programa Walk with Excellence para escolas em Toronto e do Underground Freedom Ride, que ocorre anualmente no Canadá como celebração do Dia da Emancipação. É ainda membro do conselho da Caribbean Canadian Literary Expo (CCLE), que apoia o recrutamento de jovens como voluntários em eventos literários e promove jovens escritores e ilustradores.

Formada em Ciência Política pela Universidade de York, Itah Sadu recebeu inúmeros prêmios como o Sesheme Hero Amongst Us; Black Business and Professional Association, Women of Honour; Toronto Arts Council Foundation; e o African Canadian Achievement Award for Excellence in Business.

Para saber mais sobre Itah:

http://africancanadianachievementawards.com/2014-awardees/2014-excellence-in-community-service-itah-sadu/

https://www.youtube.com/watch?v=dvOIrPwqZiU

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Em 07/03/2016

Mariana Fernandez

Mariana

Nasceu no bairro de Barracas, em Buenos Aires, onde começou a ler e contar histórias, desde pequena. Ainda muito jovem, viajou pelo mundo coletando historias, especialmente aquelas da tradição oral, pertencentes a diferentes culturas.

Aprendeu a arte de contar histórias com Nicia Grillo, no Brasil, na Oficina Escola de Artes Granada, em São Pedro da Serra, no interior do Rio de Janeiro.

Depois disso, foi para a Espanha, onde começou a trabalhar com a Fundación Girasol (*), uma entidade que propõe um sistema de prevenção à drogadependência, cuja metodologia baseia-se na narração de contos tradicionais.

Voltando à Argentina, continuou a atuar pela Fundación Girasol, especialmente com crianças de comunidades materialmente carentes, onde desenvolveu um projeto de prevenção a situações de risco, a partir de histórias.

Em 2013, desenhou o Manual Nacional de Prevención Escolar de Adicciones de Argentina e, em 2015, desenvolveu o programa de prevenção precoce da cidade de Buenos Aires, implementando a narração de histórias como metodologia.

Criou e coordenou programas de formação na arte de contar histórias na Espanha, no Brasil e na Argentina.

Alguns dos livros publicados por Mariana Fernandez:

El Flautista de Hamelin. Calibroscopio, 2012

El Pajaro de la Índia. Ediciones de la Tradición, 2012

El Traje Nuevo del Emperador. Calibroscopio, 2012

Cuentos en Blanco. Fundación Girasol, 2012

El Espejo Mágico. SEDRONAR, 2013

Acercando el Espejo. Guia docente para la  Prevención en la escuela. SEDRONAR, 2013

Abre Mundos. Fundación Williams, 2015.

 

(*) Ver: girasolfundacion.es / girasol.org.br

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Em 03/03/2016

Convidadas de 2016: Marcela Carvalho (Rio de Janeiro/RJ)

Marcela Carvalho

Foto: Pedro Napolitano Prata

 

Marcela diz que seu primeiro contato com as histórias aconteceu na biblioteca do seu período escolar, onde ela ouviu serem contadas histórias “de boca”, sem a ajuda da leitura, que era o recurso mais usado por professores e bibliotecários. Ela ouvia uma nova a cada semana nessa biblioteca da sua infância.

Desde aquela época a Tradição Oral e seu universo atraíram o interesse de Marcela. Esse mundo foi muito bem apresentado e discutido por Walter Benjamin em seu texto “O narrador”, que ela menciona como uma importante referência teórica que traz consigo. Nele, o autor fala, entre outras coisas, da relação entre o fazer manual e a arte da narrativa. Marcela diz que busca por essa mesma relação em seu trabalho pessoa: articular e atualizar as práticas que são transmitidas há muitos e muitos anos por meio da palavra e do gesto.

A artista revela que os livros de Regina Machado e o próprio Boca do Céu também são um referencial importante para o seu trabalho. Ela tem acompanhado as edições do festival desde 2008, assistindo grandes contadores de histórias, trocando experiências e impressões com eles em oficinas ou mesmo nos “corredores”. Exatamente da maneira que se imagina quando falamos de tradição oral, já que, em princípio, não há um lugar específico oficial para que a transmissão aconteça, ou um modo ideal pelo qual a história chegue até seu novo portador. Ela afirma que por várias vezes saiu do Boca do Céu e na semana seguinte contou de boca uma história que ouviu uma única vez. Isso foi possível porque o encontro entre ela e a história aconteceu de fato, profundamente.

Os detalhes que tecem as imagens são o que Marcela mais aprecia em uma história contada.

“Uma vez ouvi Regina contar uma história em ‘gromêlo’. Ao final, o publico tinha que fazer um ‘reconto’, e uma menininha de 5 anos disse que a personagem estava de vestido de florzinha amarela. Eu tinha imaginado um vestido azul bem rodado. A contadora não tinha falado como era o vestido, mas os gestos mostravam que era um ‘modelo bem camponês’. Vi todas as cenas sem nem mesmo entender as palavras.  São esses detalhes, alguns detalhes, uma coisa e outra que fazem a história vibrar como em uma projeção coletiva ou individual.”

Por possuir essa qualidade de riqueza de detalhes visualizáveis, Marcela destaca “Flor no Cabelo” como uma de suas histórias favoritas. É uma história bem longa, o que a faz lembrar de uma qualidade que ela julga muito importante para um bom contador de histórias: saber enxugar e pausar uma história, escolhendo o que e como ele quer que seu público a receba.

A contadora revela que na sua formação os encontros foram os acontecimentos mais importantes. Encontros com professores/narradores ao longo da vida, pessoas que souberam “narrar-se” (termo de Paul Ricouer) e que foram aos poucos levando-a a contar suas histórias. Poderia citar vários nomes desde a infância: Odilon Filho, Anália, Leda Pelegrino, André Cortez, Ana Branco, Vicente Barros, Rute Casoy, Gregório Filho, Eliana Yunes.  Mas, principalmente, o encontro com as crianças na biblioteca, como já havia acontecido com ela, foi o aprendizado mais importante nessa trajetória. O Exercício de ter que contar sempre uma história nova, ampliar o repertório, incluir o repertorio deles no seu próprio, escutar as crianças durante a narrativa, e essa escuta levar à escolha do conto da semana seguinte. Ter na rotina o lugar e as pessoas para quem contar, contar e recontar, entregue à repetição e à busca. A prática com interlocução constante sem dúvida me levou-a, um dia, a dizer: ”Sou contadora de histórias!” e com isso ser feliz para todo o sempre!

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Em 02/03/2016

Convidadas de 2016: Carolina Rueda (Colômbia)

carolina rueda

 

Carolina Rueda é de natureza viajante nas exigências, cuidados e perigos e próprios das viagens. Trabalha em narração de histórias há 23 anos e dá particular atenção a dois aspectos dessa arte: seu caráter artístico enquanto expressão nacional e internacional, e, por outro lado, sua qualidade enquanto ferramenta de alcance social em âmbitos educativos, políticos e, também, artísticos.

Enquanto artista, ela se caracteriza por realizar adaptações, obras derivadas e versões livres de autores da literatura universal – como García Márquez, Ray Bradbury, Italo Calvino, Charles Dickens, Rudvard Kipling, Stanislaw Lem – e construções a partir de materiais da tradição oral do mundo. Tem em seu repertório seis espetáculos de narração oral para todos os tipos de públicos, desde crianças de 4 anos até adultos de 104, como ela mesma costuma dizer.

Na sua qualidade de gestora e produtora, coordena desde 1990, a mostra de contadores (nacionais e internacionais) do Festival Ibero-americano de Teatro de Bogotá, o qual se firmou, ao logo das suas 11 formulações, no status de um dos maiores do mundo. Também atua enquanto professora convidada e regular em programas de aprendizado do idioma espanhol enquanto segunda língua, em programas de literatura, educação à distância e artes cênicas em universidades como: Universidade de Cornell, Universidade de Miami, Universidade de Denison nos Estados Unidos, centros de professorado e universidades na Espanha, Peru, Chile e Colômbia.

No cenário artístico atuou em espaços como a Casa da América, Teatro Quarta Parede, Centro Cultural da Vila, Círculo de Belas Artes em Madri; Teatro Nacional, Teatro Leonardus, Auditório Leon de Greiff, Teatro Municipal de Cali, Teatro de Belas Artes de Medellin na Colômbia; e as feiras do livro de Madri, Valença, Torrent, Bogotá e Buenos Aires. Participa desde 1990 de eventos em países diversos como Estados Unidos, México, Costa Rica, Venezuela, Peru, Equador, Brasil, Chile, Argentina, Portugal, Espanha, França e, é claro, Colômbia.

Também criou e participou de projetos para rádio difusão em seu país.

Seu aprendizado em tradição oral tem sido aplicado a diversas finalidades como o trabalho de direção, pré-direção, produção e assessoria de espetáculos e eventos.

Conheça o blog da contadora: http://carocuentera.blogspot.com.br/

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